Gallo conseguiu imprimir em Billy, seu personagem no filme, uma personalidade difícil, obsessiva e neurótica. O filme começa com Billy, uma cara não muito esperto, saindo da cadeia sem saber que rumo tomar. Primeiro, ele tem que descolar um lugar pra fazer xixi (uma sequência realmente engraçada), depois decidir entre visitar os pais neuróticos ou matar um ex-jogador de futebol americano que perdeu um lance decisivo cinco anos antes, fato que ajudou a colocá-lo atrás das grades.
No trajeto ele encontra a personagem de Cristina Ricci, e aí o filme ganha um outro rumo.
No decorrer do filme é impossível não ficar totalmente envolvido com o dilema de Billy, afinal, ele não tem muito a perder. Totalmente ignorado pelo pai, um maluco que vive apenas para lamentar a carreira de cantor desperdiçada, é desprezado pela mãe, uma obcecada pelos insucessos do Buffalo Bills (o time de futebol americano para que torce).
Não pode sequer recuperar a auto-estima, já que jamais teve. Diante desse rol de tragédias e desencontros, não pense que o filme é um dramalhão. Muito pelo contrário. É irônico, e traz dois finais.
Vale uma conferida.
Buffalo 66
1998
Direção – Vincent Gallo
Roteiro – Vincent Gallo e Alison Bagnall
Elenco: Vincent Gallo, Christina Ricci, Ben Gazarra, Mickey Rourke, Anjelica Houston
Sobre o Autor:
![]() | Denise escreve biografias em terceira pessoa, o que denota leve esquizofrenia. Não lida muito bem com pessoas e as mata na literatura. Denise arregala os olhos verdes para ler o que gosta e tem argolas no nariz... Human Fly. |





















2 comentários:
Milagre, um filme esquisito sem a Clöe Sevigny.
Sempre quis ver esse filme... vou criar coragem pra assisti-lo.
Todo mundo rasga a seda pro Gallo, então vou verificar com meus olhos.
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