“Mr. Bill Murray”, na R&R Gallery, de Los Angeles. É isso mesmo que você está pensando: uma exposição dedicada ao ator e comediante americano, pelos seus 60 anos, com 50 obras inspiradas em sua vida e obra. Por que Bill Murray? “Porque ele é o cara mais fodão do mundo”, responde o curador C.W. Mihlberger, com uma frase que talvez fosse classificada como “naif” por seus colegas de profissão. “Por que não?”, completa Mark James Yamamamoto, o outro curador.
Se você procura motivos válidos para a homenagem, dê uma passeada pela filmografia respeitável do sujeito, que vai do cult ao filme B sem perder a pose jamais. E é sempre ótimo. Enquanto os atores da comédia americana se viram do avesso em poses, caras, bocas e gestos histriônicos, Bill tem somente que erguer uma sobrancelha.
Fora isso, O ator nunca quis jogar o jogo hollywoodiano: não tem agente, não doura a pílula em suas declarações sobre seus colegas, tem apenas um telefone 0800 onde as pessoas deixam recados com convites para filmes – no caso raro de interessá-lo, ele liga de volta.
E há um boato que circula sobre ele. Dizem que, durante muitos anos, ele chegava por trás de desconhecidos em Nova York, tapava seus olhos e desafiava: “Adivinha quem é”. Quando o sujeito reconhecia Murray, ele terminava dizendo: “Ninguém jamais vai acreditar em você”. Murray jamais desmentiu a lenda.
Sobre o Autor:
![]() | Denise escreve biografias em terceira pessoa, o que denota leve esquizofrenia. Não lida muito bem com pessoas e as mata na literatura. Denise arregala os olhos verdes para ler o que gosta e tem argolas no nariz... Human Fly. |





















2 comentários:
Do caralho. O Murray é grande ator descendente da levada Buster Keaton. Aqueles filmes do Jarmusch e o da Coppola não seriam o mesmo sem ele. E o cara mata a pau em Zumbilândia.
bruno.
Ator de filmes B que virou cult, principalmente depois do filme ENCONTROS E DESENCONTROS, um ótimo ator que se perde em algumas produções ruins, mas que continua seu trabalho.
Postar um comentário
Se não há culpa, não há condenação. Confessa!