
Uma cutelada, duas cuteladas, três cuteladas. Acho que está bom pra começar. Sogra é foda, vive pra fazer a gente morrer de raiva. Ainda mais essa, que já enterrou dois maridos – os dois do coração, devem ter morrido de desgosto – merecia ser fatiada feito carne de segunda pelanquenta que ela era. Quando minha noiva, obviamente filha dela, viu o crime sendo cometido, veio desesperada, mas tratei de jogá-la contra o lado oposto do quarto e ela acabou batendo a cabeça no armário e ficando meio grogue. As últimas fatiadas foram direto no pescoço, pra separar a cabeça sem cérebro útil (alguém já viu sogra pensando) do resto do corpo disforme. Depois virei-a de bruços, rasguei aquele vestidinho florido que parece capa de botijão de gás, e tentei penetrá-la. Mas aquela bunda era horrível, não tinha como; enfiei o cabo do cutelo no rabo dela até fazê-la sangrar e se debater, já decepada. Minha noiva se levantou, cambaleante, lhe dei um beijo na testa, joguei a arma branca no chão e fui para um boteco qualquer tomar uma cerveja.
Sobre o Autor:
 | Fábio Vanzo por ele mesmo: a versão paulistana de Patrice Mersault. Em Fábio Vanzo. |
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