Cinema


A Condessa (Alemanha – 2009), refilmagem do filme de 1971, com Julie Delpy e Daniel Brühl, e este A Condessa De Sangue. ++

Música


“Tem gente que nasce rebelde. Lendo a história de Zelda Fitzgerald, identifiquei-me com seu espírito insubordinado. Lembro de passear com minha mãe +++

Literatura


Desde o início dos anos 80, David Byrne, aquele cara peculiar e pilastra central do Talking Heads, tem usado a bicicleta como principal forma de locomoção +++

Ensaio


Fazendo fundo para uma beldade tatuada em pose convidativa na cama está nada mais nada menos do que J. Cristo, finalmente assumindo sua porção... ++

A condessa de sangue


Estranho que, até hoje, uma história tão interessante como a de Erzsébet Báthory só tenha virado filme uma vez (o obscuro A Condessa Drácula – EUA, 1971) e, mais estranho ainda, que neste final de década tenham surgido dois filmes sobre o mesmo tema: o alemão A Condessa (Alemanha – 2009), refilmagem do filme de 1971, com Julie Delpy e Daniel Brühl, e este A Condessa De Sangue.

Nessa produção da TV eslovaca (na época da condessa o império húngaro se estendia por vários países, e ela ficava onde hoje é a Eslováquia), Erzsébet, famosa por supostamente ter matado várias virgens, a mando de uma bruxa, e se banhar no sangue delas (o que lhe valeu a alcunha de vampira até hoje), a fim de se manter sempre jovem, é mostrada como uma mulher forte, decidida, impiedosa no meio de homens brutos e cruéis em guerra entre si e contra os mouros na Europa oriental do século 17.


Apesar do ritmo lento, a história envolve não só pelo tema, mas pela beleza das imagens (a fotografia é belíssima, cheia de tons avermelhados, por motivos óbvios) e pela curiosidade de, seguindo a linha de historiadores contemporâneos, questionar se sua condenação não passou de uma armação dos rivais da nobreza para tirá-la do caminho e unir os húngaros com os habsburgos da Alemanha.


O único senão, aliás um grande SENÃO, fica por conta de um romance dela com o pintor Caravaggio, então um jovem. Nunca ouvi falar disso na biografia de nenhum dos dois, e não achei nada sobre isso mesmo após pesquisar bastante. Mesmo assim vale a pena conferir.

PS: Já no Black metal o tema já foi amplamente explorado: além dos pioneiro Venom (Inglaterra) com “Countess Bathory, do sueco Bathory, que também fez uma música chamada “Woman Of Dark Desires”, também os húngaros do Tormentor (depois regravados pelo sueco Dissection) lançaram “Elizabeth Bathori” e os ingleses do Cradle Of Filth, famosos pelas temáticas vampirescas, lançaram um disco inteiro sobre ela, chamado “Cruelty And The Beast”.

A Condessa De Sangue (Eslováquia - 2008)
Título original: Bathory
Direção: Juraj Jakubisko
Elenco: ninguém digno de nota



Sobre o Autor:
Fábio Vanzo Fábio Vanzo por ele mesmo: a versão paulistana de Patrice Mersault. Em Fábio Vanzo.

3 comentários:

Denise Ravizzoni disse...

Sempre gostei da Bathory...

ingrid disse...

sou fascinada por Erzsébet Báthory!

Fabrício Romano disse...

Cara, não consegui gostar desse filme. É tudo caricato demais, parece um desenho animado.

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