Cinema


A Condessa (Alemanha – 2009), refilmagem do filme de 1971, com Julie Delpy e Daniel Brühl, e este A Condessa De Sangue. ++

Música


“Tem gente que nasce rebelde. Lendo a história de Zelda Fitzgerald, identifiquei-me com seu espírito insubordinado. Lembro de passear com minha mãe +++

Literatura


Desde o início dos anos 80, David Byrne, aquele cara peculiar e pilastra central do Talking Heads, tem usado a bicicleta como principal forma de locomoção +++

Ensaio


Fazendo fundo para uma beldade tatuada em pose convidativa na cama está nada mais nada menos do que J. Cristo, finalmente assumindo sua porção... ++

Bowie, the alien

Um alienígena (David Bowie) vem à Terra e adota o disfarce de um homem de negócios, Thomas Jerome Newton. O objetivo é levar água da Terra  para o seu planeta, onde sua esposa e filhos estão morrendo lentamente. 


Ele utiliza a tecnologia avançada que traz consigo para ganhar bilhões de dólares, que serão necessários para construir a espaçonave que irá levá-lo de volta para casa junto com a água. Mas o gentil Newton não está preparado para a ganância e a crueldade de seus novos colegas de negócios e rivais, e logo descobre que a missão será muito mais difícil do que ele havia imaginado.




Este é o enredo de O Homem que Caiu na Terra. A década de 1970 foi pródiga em filmes de ficção científica, e em 1976, um ano antes de Guerra nas Estrelas levar o gênero para o caminho da aventura arrasa-quarteirão, Nicholas Roeg dirigiu este filme cerebral   Pela trama, o filme parece ser um descendente direto de O Dia em que a Terra Parou e um antecessor de E. T. – O Extraterrestre – contudo, há uma distância considerável neste caminho.



Bowie é magnífico no papel. No auge da androginia, com voz grave e sotaque britânico, dá ao personagem a estranheza necessária. A linguagem minimalista alivia consideravelmente a falta de tecnologia e efeitos,, e o figurino com muito plástico é charmoso e inquietente. Tipicamente setentista, o ar de 'futuro pretérito', como em Laranja Mecânica, data o filme, mas não fazem com que perca a força.




Claro, existem as perguntas. Por que uma civilização com capacidade de viajar mais rápido que a luz não consegue extrair água da atmosfera? Por que Newton precisa que os cientistas da Terra inventem um veículo para levá-lo de volta ao seu planeta, quando bastaria que ele lhes desse os esquemas da nave que certamente o trouxe à Terra? Porém, o que importa, se temos Bowie em cena na pele de um alien excêntrico e intrigante. É um clássico B.



Não falta, também, a edição lisérgica da época, assim como um roteiro que hoje seria considerado confuso, mas à época era somente original. Enfim, vale a diversão, valem algumas cenas plasticamente muito boas e o camaleão no cinema, que é sempre uma experiência interessante.


Título original: The Man Who Fell To Earth
Ano: 1976
Tempo: 133min
Censura: 12 anos
País: Reino Unido
Formato de Tela: Widescreen
Região: 4
Legenda: Espanhol, Inglês, Português
Aúdio:

Produtora: Universal Pictures


.Sobre o Autor:
Denise Ravizzoni Denise escreve biografias em terceira pessoa, o que denota leve esquizofrenia. Não lida muito bem com pessoas e as mata na literatura. Denise arregala os olhos verdes para ler o que gosta e tem argolas no nariz... Human Fly.

Travis, infância e bichos humanos


Quando era criança, ganhei um baralho de cartinhas para jogar memória com ilustrações muito estranhas. Eram animais vestidos em roupas humanas em situações humanas e com feições humanas. Na verdade, pareciam personagens saídos da mesa do chapeleiro louco. Aliás, alguns tomavam chá em pequenas xícaras  decoradas com flores azuis, ou usavam óculos de aros dourados. Lembro de uma cabra de vestido longo e chapéu que era realmente sinistra. As figuras causam  mal estar  e indiscutível fascínio. Nunca mais vi minhas cartinhas, nem senti a mesma coisa .... até me deparar com a obra de Travis Louie. 

Talvez pela lembrança da infância, ou por me despertar aquela mesma sensação, acabei me tornando fã incondicional do trabalho do cara. O próprio Travis conta que passou a infância em NY assistindo a filmes de terror e ficção científica das décadas de  1960 e 1950. Inspirado por esses filmes, desenhava monstros e outras criaturas. Acabou por se tornar ilustrador e, mais tarde, passou a colocar em exposições suas criaturas humanoides inspiradas na Era Vitorina que parecem ter saído de uma máquina do tempo com algum tipo de defeito técnico.



Algumas ilustrações trazem até um pequeno histórico sobre quem foi a ilustre figura, como a simpática Miss Bunny da foto abaixo, "que teve a família devorada por lobos e foi adotada por ingleses ricos, tornou-se atriz e uma das últimas representantes da Monarquia dos Sea Monkeys".





Vale conhecer e perder horas viajando nos detalhes e nas biografias fantásticas dos personagens. 



Para conhecer mais, visite www.travislouie.com
.Sobre o Autor:
Denise Ravizzoni Denise escreve biografias em terceira pessoa, o que denota leve esquizofrenia. Não lida muito bem com pessoas e as mata na literatura. Denise arregala os olhos verdes para ler o que gosta e tem argolas no nariz... Human Fly.